quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

RELATÓRIO ECONÔMICO - REFERÊNCIA: COPOM - 08/12/2021


          O COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA – COPOM, considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros em 1,50 ponto percentual, para 9,25% a.a. E considera para a próxima reunião, se não houver alteração no cenário atual, outro ajuste da mesma magnitude, o que elevaria a taxa para 10,75% a.a.


          No cenário externo, o COPOM considerou o ambiente menos favorável para as economias emergentes ante a persistência da inflação nas principais economias associado com a incerteza quanto ao ritmo de recuperação nas economias centrais, em decorrência de fatores como: a questão imobiliária na China, a possibilidade de nova onda da COVID-19 durante o inverno e aparecimento da variante Ômicron.


          Em relação a atividade econômica brasileira, o Comitê revisou para baixo suas expectativas para a atividade de curto prazo, diante da divulgação do PIB do terceiro trimestre abaixo do esperado e deterioração dos índices de confiança para os meses iniciais do trimestre corrente.


          Para 2022, o desempenho da economia brasileira vai depender do embate de forças entre a elevação dos prêmios de risco e aperto das condições financeiras contra desempenho da agropecuária (com perspectiva de crescimento) juntamente com o processo de normalização da economia (principalmente no setor de serviço e mercado de trabalho), com o arrefecimento da crise sanitária.


          No que se refere a inflação em nosso país, ela tem se mostrado mais persistente que o esperado. Examinando os setores da economia, podemos verificar que a inflação dos bens industriais ainda não diminuiu, enquanto a de serviços aumentou (refletindo a normalização das atividades). Já com relação a inflação associada às commodities energéticas, oi constatada uma diminuição, relacionada a queda significativa nos preços internacionais dessa commodities, o que resultou na limitação da revisão para cima das projeções de curto prazo.


          Por fim, quanto aos riscos em torno do cenário básico para a inflação, o Comitê pondera que, por um lado, uma possível reversão do aumento nos preços das commodities internacionais resultaria em uma diminuição da inflação projetada; já, por outro lado, que novos prolongamentos das políticas fiscais de resposta à pandemia e piora na trajetória fiscal podem resultar em elevação dos prêmios de risco do país. Do contraponto desses fatores, apesar do desempenho mais positivo das contas públicas, o COPOM avaliou que a maior probabilidade para a trajetória da inflação é acima do projetado para o cenário básico.


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